domingo, 30 de agosto de 2009

"aspas"


Você só vive uma vez, mas é suficiente se faz isso bem.
Maureen Stapleton em "Interiores" (1978)

Não se pode encontrar a paz evitando a vida


Só posso assistir "As Horas" em determinados momentos da vida. Nos dias mais escuros, evito. Por mais que o filme esteja na minha lista dos 10+, às vezes tenho que negá-lo. Isso ocorre até com o livro, que mexe demais comigo. Lembro quando saí do cinema, em 2003, ainda meio perdido com tudo aquilo que havia visto. São cenas memoráveis, como a primeira vez que Clarissa vai ao apartamento de Richard, a do garoto (Rovello) gritando na janela quando vê a mãe (Laura Brown) ir embora, da Virginia falando sozinha no banco da praça, definindo o destino da Mrs Dalloway, entre muitas outras.

Mas duas partes são como socos no estômago. Uma delas é quando Clarissa está preparando a festa para Richard, e Louis Waters chega. A conversa na cozinha me faz ver estrelas.

A outra parte é quando Virginia está na estação de trem conversando com o marido (Leonard). Ao levantar, fala a frase que dá título a este comentário e que também dá sentido aos momentos que não posso ver o filme.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"aspas"

Queríamos mudar o mundo, mas ele nos mudou.
STEFANO SATTA FLORES, em "Nós que nos Amávamos Tanto" (1975)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nunca sabemos o que virá


Uma ligação no meio do cinema, um e-mail, uma conversa no msn em um sábado de manhã, uma volta no parque com uma pessoa importante, um respiro. É incrível como as coisas simples acima podem fazer você mudar a maneira de ver o mundo pra sempre.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"aspas"


Felicidade é uma geladeira cheia de feijão e cerveja, e o remédio para gripe ao lado do pinguim.
ZEZÉ MOTTA em "Orfeu" (1999)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"aspas"


Acho que as pessoas só têm direito a um certo tanto de felicidade na vida. Algumas recebem no início, outras no meio, e outras no final. E há aquelas que a têm diluída, bem rala através da vida toda.
BEULAH BONDI em "A Cruz dos Anos" (1937)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Microsoft humana

De tempos em tempos é aconselhável usar o desfragmentador de disco para limpar o computador. Durante algumas horas o micro fica mexendo em tudo, colocando as coisas no lugar, jogando umas para o lado, atualizando outras, dando luz ao que realmente importa e é usado diariamente. Poderia haver um serviço semelhante para o cérebro. Ele ficaria durante algumas horas confuso, mas depois as coisas chatas que pensamos estariam lá no fundo, ou talvez até no lixo. O que realmente importa estaria no lugar de fácil acesso. Pensamentos inúteis seriam descartados. Isso tornaria tudo muito mais fácil.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Valeu!


John Hughes foi o diretor e/ou roteirista de alguns dos filmes que fizeram parte da minha infância e adolescência. Há quase duas décadas estava afastado das telas como diretor (foi roteirista de um no ano passado), mas não consigo resistir, volta e meia revejo os filmes do cara. Apenas para citar os meus preferidos: Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000, Gatinhas e Gatões, Curtindo a Vida Adoidado e A Malandrinha. Além de estar por trás dos clássicos Esqueceram de Mim 1 e 2. É o rei da Sessão da Tarde.

Morreu hoje, aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan.

Penetra bom de bico


Você já ouviu falar em Antônio Denato? Na realidade ele é mais conhecido por um famoso apelido, mas que por ser politicamente incorreto não vou reproduzir aqui. Trata-se do cara aí da foto. Se você costuma frequentar eventos sociais em Curitiba, como lançamentos de livros, aberturas de exposições, inauguração de lojas e empresas, coquetéis para clientes, etc, etc, etc, já deve ter visto o Denato. Acredito que ele leia nos jornais as festas do dia e já prepara o look básico: casaco marrom, calça cinza e sapato social preto (é o visual que mais gosta, pois nunca o vi com outra roupa).

Ele chega ao recinto e vai direto para a mesa de salgados. Costumo encontrar Denato entre as peruas e os empresários de peitos estufados. Ele circula com uma taça da bebida que estiver liberada e prova com requinte os petiscos oferecidos pelo anfitrião. Não vai pra casa sem antes passar pelas caras mesas de doces. Ele tem ido aos eventos com mais dois homens. Devem ser os assessores do Denato.

Em uma ocasião, eu estava em um evento de um consulado, realizado no Clube Concórdia. Denato chegou com mais um amigo. Entraram direto. Barrados por uma das integrantes do staff, eles alegaram que trabalhavam na empresa que patrocinava o evento. “Entendo senhor, mas preciso do convite”, disse a descolada e esperta mulher. Claro que não tinham. Deram as costas, tiraram do bolso um jornal, e seguiram para outro rega-bofe da cidade.

O diferencial do Denato é simples: ele não tem vergonha de mostrar de onde veio, diferente de tanta gente de Curitiba.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

@$¨%#&#¨%*#%$@%¨#&$


Existe uma comunidade do orkut que se chama “Quero uma hattori hanzo”. Eu quero uma hattori hanzo (aquela espada do Kill Bill). Faria a festa ao estilo de Michael Douglas em “Um Dia de Fúria”. Nas pessoas que apenas me enchem o saco um pouquinho, dou um golpe fatal no pescoço. Assim já arranco a cabeça de uma vez. Dos que me perturbam profundamente, terei o prazer de cortar as pontas dos dedos, uma por uma. Em seguida tiro uma lasca da parte interna da coxa e dou um chute nos órgãos genitais. Então arranco as maçãs do rosto e o couro cabeludo. Nas mulheres decepo os mamilos e nos homens o saco.

É por isso que entendo tão bem a Dorothy Parker (a da foto) no momento em que escreveu o poema Frustração:

Se eu tivesse uma arma neste momento
Teria um mundo de divertimento
espalhando balas nos cérebros, sem pudor,
dos caras que me causaram dor.

Ou tivesse eu algum gás venenoso
teria um passa-tempo gostoso
acabando com um número indigesto
de pessoas que detesto

Mas não tenho nenhuma arma mortal
Assim, a fatalidade não me dá prazer tal.
Então eles ainda estão lépidos e fagueiros
aqueles que mereceriam o inferno por inteiro

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"aspas"


_ E depois que você atirou nele, o que sentiu?
_ Fome.

KATHARINE HEPBURN e JUDY HOLLIDAY em "Costela de Adão" (1949)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hoje é dia de ver esse

De 2003


"A gente deveria escrever na pele nossa própria história... pra não esquecer jamais os bons e os maus momentos... sei que isso não tem nada de original. Já vi num filme onde o ator (um tal de Guy Pearce)... já ou viu falar no Guy Pearce? Ele tinha que tatuar tudo o que acontecia pra não se perder de si mesmo... A gente acaba se perdendo!!! Se a gente deixa, eles matam tudo de bom que há em nós... tudo. Agora eles querem matar as paixões, como um dia mataram as ideologias... Não podemos avaliar devidamente aquilo que estamos vivendo, achamos tudo uma grande porcaria, tão sem significado pros outros... mas nossa história é assim mesmo... realmente só interessa pra nós mesmos... Que pena!!! É tudo tão rápido, tão sem importância... Simplesmente passamos pela vida!!!"

Da peça Cartas de Desamor, de Cesar Almeida (2003). Assisti duas vezes.

domingo, 2 de agosto de 2009

Inspiração


Considero a Brenda Blethyn uma das melhores atrizes da atualidade. Acho que ela é bastante injustiçada e esquecida. Não trabalha em um filme desde 2007. Sempre lembro da atuação da atriz em Segredos e Mentiras. Faz uma mãe meio perturbada. A interpretação é ótima. Gosto tanto que agora irei procurar o VHS que tenho do filme e assistir novamente, para começar a semana inspirado.