segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

aspas


As pessoas feridas são perigosas. Sabem que podem sobreviver.

Juliette Binoche para Jeremy Irons em Perdas e Danos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Alborghetti

Também aprendemos com ele. Veja o que irei falar cada vez que alguém me perturbar: XXXXXXXXX (clica)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Boa noite Michelangelo

Ontem morreu um senhor que foi personagem de uma matéria que escrevi. Na época, visitei a casa dele e vi as obras que fazia com mármore. A técnica foi herdada da família, mas ele aperfeiçoou algumas coisas e decorou o interior da residência e o jardim com peças curiosas. Até bola de mármore giratória tinha. Mas a melhor parte foi sentar na mesa da sala (de mármore) e ouvir, da voz do senhor, as ricas histórias da vida. Tinha até conversa sobre seres de outros planetas.

No dia da publicação da reportagem, a irmã dele me ligou para perguntar onde conseguia comprar exemplares do jornal. Eu informei. Ela então reclamou: "Mas já fomos lá e compramos todos. Tem em mais algum lugar?". Na outra semana, quando fui entregar os dois exemplares que tinha guardado, soube que ele havia comprado 70 jornais. Um deles foi enquadrado e pendurado na sala. O restante distribuiu para amigos e parentes.

Alguns dias depois, a irmã do senhor me procurou para agradecer. Devido a problemas na família, ele estava triste há alguns meses. Tinha perdido a mulher recentemente e o filho apresentava problemas de saúde. Segundo a irmã, a reportagem "deu vida à ele". Na época achei isso um pouco de exagero. Mas descobri que estava errado quando, ontem, recebi uma mensagem no celular. Dizia: "Diogo. Só pra avisar que o ´Michelangelo´ faleceu. A gente quer te agradecer por ter sido responsável por uma das coisas que ele mais tinha orgulho: a matéria no jornal".

O 'Michelangelo' paranaense morreu dormindo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Corra


Nasceram diversos filhotes de quero-queros no Jardim Botânico. E os pequenos já brigam por espaço. Corra, pois eles crescem rápido.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Waterloo

Há alguns dias visitei um ponto turístico em outra cidade. Enquanto esperava para entrar, dezenas de adolescentes chegaram. Todos com uma camiseta escrito ABBA. Me chamou atenção. Quando perguntei para a professora, descobri que significava Associação Beneficente da Boa Vontade, de Campinas. Enquanto voltava do lugar, acabei fazendo amizade com dois "piás", que puxaram conversa. Um deles até me pediu um emprego em Curitiba, mas só quando completar 18 anos. Achei divertido. Tão divertido quanto estudar em um lugar chamado ABBA.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

"aspas"


_ Você promete que jura?
_ Eu juro que prometo!

Vinícius de Oliveira e Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1997)

sábado, 10 de outubro de 2009

Saudades da Sessão da Tarde...

... com um copo gelado de suco de maracujá e um pacote de pipoca quente, seguida de minha gororoba predileta: farinha láctea, nescau e leite.

































...UP!

E Ela conheceu a traição. Traição de família. Traição de irmão. Traição de sangue. E Ela então sofreu. Sofreu com a decepção. Sofreu com a dilaceração dos sentimentos. Sofreu com a estupidez. Sofreu com a inveja dos incapazes, incapazes de sangue. E Ela rompeu. Rompeu com as marcas. Rompeu com o passado. Rompeu com as amarras. Rompeu definitivamente com aqueles que hoje não são mais seus. E Ela reviveu. Reviveu fêmea. Reviveu feminina. Reviveu mulher. Reviveu sexual. Reviveu sensual. Reviveu animal. Reviveu original. Reviveu solta. Reviveu incontida. Reviveu intensa. Reviveu abusada. Reviveu despudorada. Reviveu debochada. Reviveu sarcástica. Reviveu provocativa. Reviveu atrevida. Reviveu polemizadora. Reviveu elegante. Reviveu beligerante. Reviveu anarquista. Reviveu indissiocrática. Reviveu sem origens. Reviveu sem medo. Reviveu sem pesar. Reviveu para definitivamente viver. E Ela escreveu. Escreveu leve. Escreveu criativa. Escreveu com intensidade. Escreveu com profundidade. Escreveu com toda diversidade. Escreveu com cumplicidade. Escreveu com fidelidade. Escreveu com lealdade. Escreveu com paixão. Escreveu também com muito tesão. Escreveu por pura provocação. Escreveu com emoção. Escreveu com e sem razão. Escreveu com explosão. Escreveu em gírias. Escreveu em paráfrases. Escreveu e escreveu. E Ela? Bem, Ela hoje é a metamorfose dos alguéns, para além, além, além...

Texto da escritora e amiga Lee Schuster

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obrigado, não!


No mês passado, um homem se arrependeu de ter roubado uma cruz da coroa da imagem de São Luis Rei da França, em uma igreja de Mariana (Minas Gerais). Até aí nada de surpresa. Porém, o crime ocorreu há 60 anos. O ladrão enviou a peça com uma carta anônima endereçada ao padre do local. Os integrantes da Ordem Terceira de São Francisco de Assis ficaram surpresos, pois nem sabiam da existência da cruz.

Seria necessário tanto tempo para se arrepender? Eu ainda não vivi nem metade de 60 anos, mas já me arrependi de muitas coisas. Os arrependimentos vieram rápidos, às vezes em segundos. Outros demoraram um pouco, mas não tanto. No máximo uns dois anos e meio (que já pode ser considerado muito).

Hoje, o arrependimento seria a opção mais fácil e frágil. E é exatamente isso que tornaria as coisas mais difíceis. Obrigado, não!