sábado, 30 de janeiro de 2010

Hot hot hot

No primeiro semestre do ano passado participei de uma experiência bem divertida. Ao lado do jornalista Humberto Slowik apresentei o podcast Quente Quente Quente. Nos encontrávamos semanalmente para gravar o chamado podrecast. Em resumo, a gente falava bobeira e tocava música legal. Eu participei de aproximadamente 20 edições, depois o tempo ficou apertado e pulei do projeto. O Humberto continuou. Ainda é possível conferir dois programas que gostei muito, com participações especiais de outros jornalistas, no site http://quentea3.mypodcast.com/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Minha amiga Biba

Adoro ler a coluna da Biba. Ela é publicada semanalmente no jornal Trovão Azul. Como não sei direito onde ele circula, leio quando acho um exemplar por aí. Mas acabo de descobrir que dá para ver o conteúdo na íntegra no site www.trovaoazul.com.br.

Abaixo, uma amostra da coluna da querida Biba.

"Marcelo Antony deve estar se achando a última bolacha do pacote, agora o lindão mandou avisar a quem interessar que não assina contrato longo com a Globo, porque não esqueceu a forma como o jornal Nacional tratou seu problema com maconha, anos atrás. Agora ele assina por obra e com o cachê valorizado... ele que continue assim que vai parar fazendo novela da Íris Abravanel no SBT!!!***Falando em gente que escorregou no tomate e foi pego, fiquei sabendo que o Fábio Assunção virou conselheiro e confidente de muitos globais. Muitos o procuraram alegando ter o mesmo problema do bonitão, as drogas! Nesse meio acredito que a fila para conversar com o galã esteja dando voltas no Projac, háháhá!!!*** Luiza Brunet foi clicada numa praia carioca ao lado da filha minguada, Yasmin. O contraste é imenso entre uma e outra, como ficou evidente nas fotos. Luiza anda com corpo de 20 anos atrás e a filhota tão magra que parece doente. Essa só nascendo de novo para tentar chegar aos pés da mãe!!!***Fafy Siqueira pegou uma p... batata quente para segurar. A atriz está se preparando para viver Dercy Gonçalves no teatro e mandaram que ela achasse uma maneira de provar que Dercy era muito mais que uma maluca de boca suja. Ou seja, missão impossível, concordam?!?!?!?!?!?!***O tal do Zina, aquele retardado que o programa Pânico deu moral e o povão adotou junto com a Sabrina Sato, aprontou mais uma, só que dessa vez todos os amigos sumiram. Quando foi pego com cocaína um tempo atrás, todos se mobilizaram para defender alegando que era uma vítima social, mas agora que foi detido por estar atirando em direção a uma mata com uma arma fria, todos sumiram. Emílio nos EUA, Sabrina no Guarujá e o restante tudo de férias e só voltam depois do Carnaval. Pois é, caíram na real de que o cara é um marginal mesmo. Só que agora um marginal famoso graças à equipe de Emílio Zurita!!!***Vocês já repararam que a novela Viver a Vida não tem cenas calientes? Pois é, a novela anda morna e sem apelos eróticos, tudo porque o autor Manoel Carlos cansou de escrever cenas sensuais mais picantes e a direção da Globo cortar antes de ir ao ar. Está em greve de sexo nas suas tramas, háháhá!!!***Flávia Alessandra aboliu o piercing no umbigo e alega que não acha mais sex usar um brinco na barriga! As invejosas já falam que é porque não tem mais aquele abdômen!! Fala sério, realmente não tem mais o tanquinho Alzira, mas daí a falar que não está podendo é sacanagem!!***Semana que vem tem mais, baiii, baiiii!!!!!"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Putaria


Tenho uma nova mania: assistir A Shot at Love. É um reality show da MTV norte-americana. Uma garota bissexual fica em uma mansão durante um tempo, com mais 15 lésbicas e 15 caras heteros. De semana em semana ela elimina alguns e o (a) último (a) provavelmente vai pra cama com ela.

Já estamos na terceira temporada e dessa vez o povo disputa o coração das gêmeas aí de cima. Rola uma super putaria de um beijar o outro, que dorme com a outra, que chupa fulana. Claro que a câmera não mostra. Mas quando as gêmeas descobrem, choram, pois estão ali para descobrir um novo amor. Que lindo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ligeira 3

Tudo sumiu

Chega um tempo em que não damos mais valor para determinadas coisas. O ritmo do dia é tão intenso que esquecemos de coisas que antes eram fundamentais. Quando eu era criança a ansiedade de chegar o dia do aniversário era enorme. Quando estava perto da data eu já me animava e, no exato dia, sentia uma sensação boa durante todo o tempo. Achava que a qualquer momento iria receber uma ligação, um abraço, uma carta ou um presente.

O Natal era uma tortura. Esperar o dia da visita do Papai Noel era difícil. Quando realmente chegava, meus primos e eu contávamos os minutos para abrir os presentes. Depois passávamos a noite toda brincando enquanto os adultos enchiam a cara e cantavam até o amanhecer.

O início das aulas tinha cheiro de material novo. A hora de ver o ensalamento era muito esperada e saber quais seriam os coleguinhas de classe para o próximo ano rendiam risadas e caretas.

Hoje, tudo isso perdeu o valor. Mesmo na faculdade não existia mais essa ânsia de início de aula. O material não era novo, a caneta falhava e o caderno era o que sobrava do ano anterior. O dia 24 de dezembro chega e não dou a mínima. Nem gosto da data pois imagino as pessoas que passam este dia sozinhas. Então, quando vejo os enfeites nas ruas sinto certo incômodo. A neurose que todos têm em comprar presentes também me incomoda.

O dia do meu aniversário passa como qualquer outro. Se antes eu costumava avisar os meus amigos alguns dias antes, hoje nem lembro que a data está chegando. No dia geralmente tenho tanta coisa para fazer que raramente comemoro. Continuo gostando das ligações que recebo (esse ano foram 19), das cartas (1) e dos presentes (2), mas o meu principal pensando neste dia é que passou mais um ano, me aproximo dos 30 e não cumpri muitas das promessas do último aniversário.

Mas tenho a leve impressão que quando eu chegar aos 70 anos todos esses valores voltarão. Comemorarei meu aniversário com bolo e parabéns e aguardarei a visita do Papai Noel para ver se alguém lembrou do titio velhinho da família. Uma lacuna de 50 anos para sentir as boas emoções novamente.

Publicado na Folha de Londrina em 7 de novembro de 2008.

Quanta besteira!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Estar feliz: condição temporal

Felicidade não é um estado de espírito. É um estado de momento.

Para alguns são raros, para outros nem tanto. Mas, desconfie de quem lança aos quatro ventos que é feliz. Ser feliz é diferente de ser alegre. Diferente de ser engraçado. Diferente de sorrir o tempo todo. Desconfie.

Qual seria a graça da felicidade se ela finalmente fosse alcançada permanentemente?

Ela é um estado de momento. As pessoas têm momentos felizes e isso não tem nada a ver com a grandiosidade desse momento.

Estar com os amigos pode ser um momento feliz. Estar sozinho também.
Comer um banquete delicioso pode trazer a felicidade momentânea. Simplesmente ter o que comer hoje também é.
Correr por aí e sentir o vento no rosto é uma felicidade inexplicável. Conseguir dar o primeiro passo, também.
Chegar do trabalho super cansado e descalçar os pés é a felicidade daquele momento. Ter um trabalho e um sapato para calçar também.

Poderia ficar uma vida falando de momentos felizes.
Porém, a minha felicidade nesse momento é conseguir enxergar que existe felicidade para uns e outros. Não importa quão grande, quão simples, quão sofrida ela possa ser.

Estar feliz é um estado de momento.

Texto de Adriana Sandoval

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ligeiras 2

Uma luz no ´busão´

Ela possuía cabelos e unhas das mãos vermelhas. As dos pés eram azuis, já desbotadas e descascadas. A calça amarela e a blusa rosa. No pé, sandália gasta, impossível decifrar a cor original. O rosto não tinha nenhuma parte sem rugas. Encostada em uma das paredes do ônibus, a mulher de aproximadamente 65 anos cantava. Batia os pés no chão de acordo com o ritmo.

As músicas eram próprias e todas abordavam as peripécias sexuais de piás e gurias. A voz forte aguentava cantar uma longa estrofe sem parar para respirar. No final, ainda engatava uma sílaba arrastada durante alguns segundos.

A opinião dos passageiros não era unânime. Uns riam por achar graça da senhora sem vergonha. Outros nem olhavam, sequer exibiam algum riso na cara. A cantora gostava quando percebia a reação de alguns. Na frente do ônibus, um grupo de adolescentes gritava e tirava sarro da mulher. Ela gostava.

“Vocês gostam de música piazada?”. “NÃO. POR FAVOR, NÃO CANTE MAIS”. E logo em seguida ela continuava: “A piazada olhando pra menina que rebolava e sapateava a safada saracoteava e blá blá bláááááá”. A voz rouca de anos no cigarro dificultava o entendimento de toda a letra.

Parada na estação central. Quase todos os passageiros desceram. A mulher fica e joga o cabelo para trás. Os dedos azuis e vermelhos, a calça amarela e a blusa rosa se preparavam para mais uma apresentação no transporte público de Curitiba. Arte para a massa.

Este texto que escrevi foi publicado na Folha de Londrina em 12 de novembro de 2008. A cantora é essa aqui:

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Gero Camilo

Não liga para o vídeo, só para a música.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010







Não sou de ficar desejando isso e aquilo, mas esse achei legal.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ligeiras

Durante mais de um ano escrevi crônicas para o jornal Folha de Londrina. Era um espaço chamado Ligeiras, dentro do caderno Folha Curitiba. Hoje este caderno já não existe. Acredito que foi após esta experiência que tive vontade de criar um blog.

Abaixo, uma Ligeiras publicada em 5 de dezembro de 2008

Rotina nossa de cada dia

Passo na frente da Rodoferroviária todos os dias. Sigo essa rotina há, no mínimo, 10 anos. Quando estou próximo de lá, minha única preocupação é ver no relógio que existe no alto de uma torre se estou no horário certo para entrar no trabalho. Há pouco mais de um mês essa rotina mudou.

Agora, quando estou em frente à Rodoferroviária, penso nas milhares de pessoas que passam lá todos os dias. Penso também nos que dormem nas escadas esperando a chegada do ônibus. Penso nas pessoas que limpam todo o prédio, nos taxistas, nos funcionários das lojas e das empresas de transporte.

Penso que todos eles passaram na frente de uma mala de viagem embaixo de uma escada, sem imaginar que nela estaria o corpo de uma menina. Talvez uma das zeladoras tenha arrastado a mala alguns centímetros para limpar o local, sem imaginar o que havia dentro.

Depois de três semanas tive que comprar passagens de ônibus e fui até a Rodoferroviária. Durante o trajeto pensei o tempo todo no crime. Fui ao guichê, comprei o bilhete, virei e me mandei. Mesmo querendo ir ao local onde a mala foi encontrada, não consegui caminhar até lá.

Olhei em volta. Dezenas de pessoas seguravam malas pequenas e grandes. Os rostos anônimos não revelaram nada. O culpado poderia estar ali, ou do outro lado da rua, em outro bairro, cidade ou Estado. Passado um mês do crime, ele poderia até ter dado uma volta pelo mundo. Ninguém sabe.

Enquanto isso, quando passo em frente à Rodoferroviária, meu olhar começa a voltar cada vez mais rápido para o relógio no alto da torre. Se estou adiantado posso relaxar e, ao descer do ônibus, caminhar lentamente pensando na vida. Os ponteiros estão correndo depressa? Então é hora de acelerar o passo e respirar mais fundo pois a caminhada vai ser longa. Quando vejo, já esqueci da mala. Esqueci dos anônimos com as bagagens nas mãos, dos taxistas, dos motoristas e funcionários. A rotina voltou. Nada mais me lembro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

XXX


Quando criança, ia na casa do meu amigo Leonardo para brincar com este jogo, chamado Vire a Mesa. A gente tinha que colocar os objetos na mesa bem devagar. Se fizesse algum barulho, o cliente mala virava a mesa. Era muito legal. Lá em casa eu não tinha esse jogo. Mas a mesa também virava.